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Castelo Branco: Eco evento Latada entrega donativo solidário

Lídia Barata - 15/01/2026 - 16:30

Os SMCB, a Associação Académica de Castelo Branco, o Departamento de Tradições Académicas do IPCB e a Valnor, entregaram um donativo no âmbito do Eco Evento – Latada 2025.

 

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Donativo foi entregue à Associação de Apoio à Criança

Os Serviços Municipalizados de Castelo Branco (SMCB), em parceria com a Associação Académica de Castelo Branco, com o Departamento de Tradições Académicas do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) e a Valnor, entregou cerca de 240 euros, um valor de contrapartida solidária à Associação de Apoio à Criança do Distrito de Castelo Branco, no âmbito do Eco Evento – Latada 2025.

Sónia Mexia, administradora dos SMCB, lembrou que esta parceria já começou em 2024, ano em que os estudantes foram desafiados “a separar corretamente os resíduos que são produzidos, quer na preparação do evento da Latada, quer depois no decurso do cortejo”.

Esse ano elevou-se a fasquia e o desafio foi o de tornarem a Latada num eco evento. “Contactámos a Valnor, para perceber se, efetivamente, eles reuniam condições para que esse evento pudesse ser classificado como um eco evento, o que veio a acontecer.

Durante a preparação dos carros, os SMCB “prestaram apoio e realizaram ações de sensibilização, não só no sentido de separar corretamente, mas também no sentido da prevenção e da redução dos resíduos, um dos princípios básico na gestão dos resíduos”. A Valnor forneceu os sacos para separação dos resíduos recicláveis, os estudantes fizeram essa seleção, os SMCB recolheram os sacos que entregaram à Valnor. Tendo em conta o regulamento existente para este tipo de evento, Valnor apurou o valor de contrapartida que os estudantes escolheram atribuir à Associação de Apoio à Criança. “Há aqui uma dimensão social, para além da ambiental, e os estudantes estão de parabéns, porque mostram que, efetivamente, este tipo de eventos podem ser sustentáveis e o desafio é melhorar ainda mais esta separação e conseguirmos, ter menos resíduos recicláveis a entrar no aterro. Palavras corroboradas por Marta Alçada, da Valnor, que reitera que a Valnor apoia eventos que têm uma forte preocupação de sustentabilidade ambiental.

Em termos de resultados, os resíduos separados e recolhidos ultrapassaram uma tonelada, mais concretamente 1080 quilos, dos quais 260 quilos foram embalagens de papel e cartão e 820 quilos embalagens de plástico e metal. O valor apurado da contrapartida foi de 246,81 euros, que foram entregues à Associação de Apoio à Criança.

Alexandre Pinto Lobo, presidente da Associação Académica de Castelo Branco, reforça que os estudantes trabalharam para conseguir este donativo. “No ano passado, juntamente com os SMCB e com a câmara, fizemos este trabalho um pouco à experiência, ou seja, ir até aos sítios onde estavam a fazer os ensaios da latada, a separarem os resíduos, o que é que é orgânico, o que é que não é, que era para no final vermos, ou seja, a quantidade de resíduos que eles produziam e como é que conseguíamos evitar que fossem diretamente para o lixo. Este ano melhoramos ainda mais este desafio. Juntamos o útil ao agradável e tornamos a Latada num eco evento e, no final, conseguimos este valor num único evento. Acho que se somarmos isto aos eventos todos que nós temos ao longo do ano, os estudantes não só de uma escola, mas de todas as escolas, no final do ano vamos ter um valor muito grande a entregar a várias instituições da cidade”, sublinha.

Por outro lado, também há diferença de atitude. “De ano para ano temos tido uma evolução na questão do lixo que é deixado nas ruas ao fim do cortejo”, bem como “estudantes deitarem os copos no ecoponto, coisa que não existia há cinco ou 10 anos”.

Satisfeito ficou também o presidente da Associação de Apoio à Criança, pela escolha dos estudantes. “O fundamental é mesmo a juventude ter pensado numa instituição, mas fico mais contente por ter sido a nossa, porque a vertente social é a parte que me toca mais. A sociedade não está muito esperta para estes problemas das instituições de solidariedade social, pelo que é importante que a juventude tente inverter essa imagem e transmitir uma vertente social, que é o que nós fazemos. E lembrarem-se de nós, e fazer algo por nós, é uma forma de nos acarinhar”, frisa, reconhecendo que toda a ajuda é bem-vinda. Fruto de um atividade em prol do ambiente, também se enquadra no espírito da instituição, que tem o grupo Ecoarte, que desenvolve peças de arte com materiais reciclados.

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