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Idanha-a-Nova: Vestígios de vida com 550 milhões de anos

Reconquista - 27/06/2026 - 15:30

Estudos realizados no concelho de Idanha-a-Nova revelam vestígios de vida com mais de 550 milhões de anos.

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Estudos realizados no concelho de Idanha-a-Nova revelam vestígios de vida com mais de 550 milhões de anos, tendo sido apresentados no XII Congresso Nacional de Geologia, realizado na Universidade de Évora.

A investigação, desenvolvida por uma equipa multidisciplinar de instituições portuguesas e internacionais incidiu sobre afloramentos localizados em Penha Garcia e em Salvaterra do Extremo, integrado no Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO.

De acordo com a Naturtejo, “os estudos permitiram determinar com elevada precisão a idade dos mais antigos icnofósseis portugueses, vestígios da atividade de animais preservados nas rochas”.

Os fósseis foram encontrados na Formação Caneiro, uma unidade geológica do Supergrupo Beiras, e “correspondem a marcas deixadas por organismos marinhos que se deslocavam enquanto procuravam alimento nos sedimentos do fundo oceânico”.

Carlos Neto de Carvalho, coordenador científico do Geopark Naturtejo, considera que, embora discretos, estes vestígios constituem “uma das mais antigas evidências da presença de animais capazes de modificar o ambiente sedimentar, muito antes da grande explosão de biodiversidade que se deu no período Câmbrico”.

Através de técnicas avançadas de datação de minerais conhecidos como zircões presentes nestas rochas, os investigadores conseguiram estabelecer que os sedimentos onde os icnofósseis foram preservados acumularam-se “há cerca de 554 a 559 milhões de anos, durante o Ediacárico, o último período do Precâmbrico”, consta Telmo Bento dos Santos, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Os investigadores acreditam que os dados apresentados à comunidade científica nacional, representam um avanço significativo para o conhecimento do registo geológico e paleontológico português, tradicionalmente pobre em fósseis pré-câmbricos.

Esta descoberta coloca o Geopark Naturtejo e a região de Idanha-a-Nova entre os locais de referência para o estudo da evolução precoce da vida na europa ocidental.

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