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Combatentes: Monumento em S. Miguel D Acha e regresso a casa do general

José Júlio Cruz - 17/09/2026 - 20:00

Chito Rodrigues mostrou-se feliz pelo regresso a casa e foi com entusiasmo que falou aos presentes.

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Tenente-general esteve no núcleo, antes da deslocação à raia

O Município de Idanha-a-Nova e a Freguesia de São Miguel de Acha inauguraram a 12 de setembro um monumento aos combatentes, num evento que teve a colaboração direta do Núcleo de Castelo Branco da Liga dos Combatentes. A obra “expressa o agradecimento oficial de toda a comunidade aos militares da região”, como refere o município raiano, lembrando “o esforço e a dedicação de homens e mulheres que serviram a pátria em missões militares”.

A presidente da câmara, Elza Gonçalves, sublinhou o significado do memorial: “Estamos a cumprir um dever de memória, de gratidão e de justiça”. Enalteceu também o papel das famílias dos militares e o impacto do monumento para as novas gerações.

A presidente da freguesia, Cristina Geraldes; o presidente da assembleia municipal, João Pedro Roxo Rodrigues; e o presidente da Liga dos Combatentes, o tenente-general Joaquim Chito Rodrigues usaram da palavra na inauguração deste memorial.

 

Monumento inaugurado em São Miguel DAcha contou com presença das autarcas

 

Para o presidente da liga, “este monumento no Portugal profundo tem um significado especial, na medida em que se vem juntar a outros 600 que existem espalhados por todo o país”. “Há 20 anos tínhamos apenas 52”, lembrou na passagem efetuada momentos antes pela sede da liga em Castelo Branco.

Como albicastrense, Chito Rodrigues mostrou-se feliz pelo regresso a casa, reconheceu a dinâmica da atual direção e foi com entusiasmo que falou aos presentes, deixando na biblioteca ali existente o seu último trabalho em livro, «Inteligence», uma obra que aborda a sua vivência no serviço de informações militares, ao serviço do Estado e das Forças Armadas.

Neste regresso à terra natal, deixou uma palavra de esperança no futuro, referindo que “temos de desenvolver ainda mais a missão, na medida em que a liga tem uma dimensão profunda e abrangente”. E nesse sentido reiterou a necessidade de um espaço mais amplo. “O atual é bastante digno, mas necessitamos de um a condizer com o apoio a quem precisa, aos doentes, para que o serviço prestado seja ele também melhorado”, atirou.

O atual presidente do núcleo albicastrense, o coronel Fernando Costa, alinhou pelo mesmo diapasão e deu nota da necessidade de “tentar crescer no apoio administrativo, mas também no apoio psicológico e social, atendendo as pessoas com a dignidade que merecem”.

“Temos uma base de dados de mais de mil combatentes nesta região”, destacou, para justificar o empenho necessário daqui em diante. “O objetivo é servir melhor”, concluiu.

A passagem por Castelo Branco permitiu ainda a Ana Sousa efetuar leituras de versos de Chito Rodrigues retirados de um livro de poesia de sua autoria e para o próprio tenente-general inaugurar o livro de honra que a partir de agora existe naquelas instalações.

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