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Equitação: As pequenas campeãs do ballet a cavalo

- 19/09/2016 - 9:52

As meninas da professora Teresa Lopes enchem-se de brios e conseguem alguns dos melhores resultados na zona centro do país.

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Cavaleiras com a professora Teresa Lopes

A Escola Equestre Quinta da Aldeã, no concelho de Castelo Branco, veio de "bagagem cheia" do Campeonato Regional do Centro, na disciplina de Ensino. A competição decorreu no último domingo, no Centro Hípico de Coimbra (Mata do Choupal).

Duas medalhas de "ouro" e uma de "prata", através das cavaleiras Viviana Marques (Nível Médio), Lara Antunes e Maria Diogo (ambas em Nível Preliminar), são os resultados mais expressivos da representação albicastrense, liderada pela professora Teresa Lopes.

Este é o corolário da dedicação e profissionalismo que é aplicado no ensino equestre. Viviana Marques, de 13 anos, adora o desporto que pratica e na hora do título da zona centro não esquece a contribuição da sua montada (Violino) e da treinadora: "tenho um excelente cavalo e uma treinadora muito profissional".

Dispensa uma hora e meia por semana ao Ensino (Dressage), que é uma das três modalidades equestres olímpicas. Para que o leitor possa ficar mais identificado com o que estamos a escrever, pode dizer-se que o objetivo da dressage é auxiliar o cavalo a desenvolver, através de diversos exercícios, os movimentos naturais, tornando-se um animal flexível, calmo, atento ao cavaleiro e, portanto, agradável de montar. Como é frisado em artigos da especialidade, "a elegância e beleza da dressage fizeram com que esta disciplina ficasse conhecida como ballet a cavalo".

Se pudesse, Viviana Marques gostaria de levar a equitação ainda mais a sério, mas os compromissos escolares e as exigências financeiras obrigam a dosear o investimento, que é feito, naturalmente, pelos progenitores.

Ir aos campeonatos nacionais, no próximo mês em Lisboa, é o próximo objetivo da cavaleira, mas ainda não sabe se consegue ver reunidas as condições para tal.

 

PROMESSAS DA MODALIDADE

A par de Viviana também Maria Diogo, de 16 anos, desenvolve na Quinta da Aldeã a sua arte equestre. "Faço equitação por paixão", afirma, tanto que em termos futuros, a sua escolha em termos académicos vai recair sobre a Equinicultura, pois tem como objetivo profissionalizar-se nesta área.  O gosto herdou-o do pai, que fez equitação na GNR, e do avô, que também montava. Entrou nas aulas de Teresa Lopes há dois anos e meio e, tal como as colegas Viviana Marques e Lara Antunes, esta foi também a estreia de Maria Diogo na competição, tendo conseguido uma medalha de prata.

Na prova montou o "Que-Manso", a quem chamam de "Tuareg". E foi com este cavalo que também Lara Antunes amealhou também a medalha de ouro. Aos 10 anos já tem decidido que é esta a atividade desportiva em que quer apostar. "Estava na escola a procurar uma atividade, peguei no panfleto da Quinta da Aldeã e disse à minha mãe: é isto que eu quero ser". E se bem o disse, melhor o fez e a sua estreia em competição confirmou a escolha.

As três cavaleiras enchem de orgulho a sua mestre que confessa gostar que um dia elas atingisse o seu nível, ou o ultrapassassem, "seria sinal que os ensinamentos foram bem transmitidos, bem como o aproveitamento que deles fizeram". Numa estreia as três cavaleiras serem medalhadas de ouro e prata, "foi excelente, sinal que o trabalho  que têm feito tem sido bem alicerçado". Um feito que as qualificou para o Campeonato Nacional Open, onde irão "por opção pessoal". Já Viviana tem a hipótese acrescida de poder aceder ao Campeonato Nacional de Juvenis, o escalão etário a que pertence, mas "também aqui a opção é pessoal". Neste momento apenas Lara já decidiu que vai ao Open.

Apesar do gosto e dos resultados, as jovens têm conseguido conciliar esta atividade com os estudos, pois como concordam "quem monta por gosto não  cansa".

 

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