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Estreia Nacional no Cine Teatro Avenida: A quem pertence a terra?

Reconquista - 10/09/2026 - 11:56

A peça de teatro “A Quem pertence a terra?” tem estreia nacional em Castelo Branco. Dia 17, no Cine Teatro Avenida.

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As três atrizes que vão subir ao palco

O Cine Teatro Avenida de Castelo Branco apresenta, em estreia nacional, a peça de teatro “A Quem Pertence a Terra”. O espetáculo, da autoria de Sofia Santana, tem a interpretação da atriz albicastrense Laura Frederico, da própria Sofia Santana e de Marina Leonardo. A peça sobe ao palco no dia 17 de setembro, pelas 21H30.

O projeto conta com a colaboração da Associação Ambientalista ZERO, parceira no acompanhamento científico e surge na sequência de uma residência artística realizada em Aljustrel.

A peça procura responder às seguintes questões: A quem pertence a terra? Quem decide o que fazemos dela? E quanto a estamos dispostos a transformar em nome do progresso? Segundo a nota enviada ao nosso jornal, “o espetáculo propõe uma reflexão sobre a relação que mantemos com a terra, enquanto solo, recurso, território, casa, memória e lugar de pertença. Da agricultura à mineração, da produção de energia à expansão urbana, vivemos um tempo marcado por uma renovada disputa pelo território e pelos recursos naturais, onde diferentes interesses se cruzam sobre um mesmo chão e levantam questões sobre a qualidade dos solos, a segurança alimentar, o acesso à água, a preservação da paisagem e a própria forma como decidimos o futuro dos territórios. O futuro de todos nós”.

Na mesma nota Sofia Santana deseja que “o público saia do espetáculo com vontade de continuar a pensar e com a sensação de quem tem voz e de que ela é fulcral. TERRA não procura dar respostas fechadas, mas criar um espaço de diálogo sobre a forma como nos relacionamos com aquilo que está debaixo dos nossos pés e com os territórios que habitamos. A terra pode ser um recurso, propriedade, paisagem, sustento, memória, afeto ou lugar de pertença, e todas estas dimensões entram em tensão quando falamos de desenvolvimento e de progresso”

A autora lembra que “num momento em que assistimos a tanto conhecimento sobre as alterações climáticas, por exemplo, e que ao mesmo tempo parece estarmos sempre tão perto do abismo no que toca a políticas públicas, que parecem tantas vezes traçadas, no mínimo, de forma irrefletida, é urgente refletir sobre a terra”.

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