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Música: Schola Cantorum, a escola da diocese

João Carrega - 10/09/2026 - 12:02

A Escola Diocesana dos Ministérios Litúrgicos, Schola Cantorum, com sede em Castelo Branco, arranca este sábado com mais um ano letivo.

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Cristina Lima, diretora da escola

Está no seu quarto ano de funcionamento e ministra cursos, de três anos, em diferentes áreas como Música Litúrgica, Liturgia, Salmista, Organista, Direção Coral, Leitores e, a partir de agora, Animadores de Pastoral e Assembleia. A Schola Cantorum, dirigida por Cristina Lima, é a Escola Diocesana dos Ministérios Litúrgicos e como o nome indica abrange toda a Diocese de Portalegre e Castelo Branco. No próximo sábado, pelas 9H30, a escola abre o seu novo ano letivo, no salão da Igreja de São Tiago, e as inscrições encontram-se abertas.

Cristina Lima refere que “os interessados, mesmo que ainda não tenham feito a sua inscrição, podem aparecer e participar, inscrevendo-se nesse dia”. A criação da escola resulta de uma proposta que efetuada pela própria Cristina Lima que, sendo de Castelo Branco, residiu muito anos no norte do país. “As maiores dioceses, como o Porto ou Braga, têm estas escolas que formam pessoas para a parte litúrgica. Quando regressei à cidade fiz a proposta à diocese, a qual foi muito apoiada pelo então bispo D. Antonino e pelo padre Nuno Folgado”, começa por explicar.

A escola começa a ganhar alicerces e conta com o apoio do novo bispo, D. Pedro Fernandes, que é também professor dessa academia. “Criámos um corpo docente relacionado com todas as áreas. Além de D. Pedro Fernandes, a escola conta com os docentes José Carlos Oliveira (organista de São José Operário e professor no Conservatório), Nuno Folgado, Rui Lourenço e André Beato (sacerdotes), Ana Sofia Ventura (cantora lírica profissional), Cristina Brito (professora de educação musical)”, explica Cristina Lima que também ali é docente

“Aqui vive-se um pouco da carolice e boa vontade de cada um. Uns sabem muito de teologia mas têm poucos conhecimentos de música e vice-versa. A escola pretende formar pessoas que possam servir”, diz.

As aulas decorrem de 15 em 15 dias e os cursos têm a duração de três anos, sendo que todos os estudantes terão um tronco comum em ciências religiosas, diferindo as restantes disciplinas tendo em conta a área específica.

Cristina Lima que é também diretora do Conservatório Regional de Castelo Branco, sublinha a importância destas escolas para as dioceses e recorda que “músicos como Bach ou Palestrina passaram por estas escolas”.

Deste trabalho resultou ainda a criação do Coro Diocesano, que teve a sua estreia na ordenação de D. Pedro Fernandes como bispo da Diocese de Portalegre e Castelo Branco, com cerca de 120 elementos. “Grande parte dos alunos da escola pertencem ao coro, mas também há quem participe e não pertença à escola”, explica aquela responsável, que sublinha a importância destas duas estruturas, bem como dos coros existentes nas paróquias da Sé, São José Operário e Nossa Senhora de Fátima.

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