A Escola Diocesana dos Ministérios Litúrgicos, Schola Cantorum, com sede em Castelo Branco, arranca este sábado com mais um ano letivo.
Cristina Lima, diretora da escola
Está no seu quarto ano de funcionamento e ministra cursos, de três anos, em diferentes áreas como Música Litúrgica, Liturgia, Salmista, Organista, Direção Coral, Leitores e, a partir de agora, Animadores de Pastoral e Assembleia. A Schola Cantorum, dirigida por Cristina Lima, é a Escola Diocesana dos Ministérios Litúrgicos e como o nome indica abrange toda a Diocese de Portalegre e Castelo Branco. No próximo sábado, pelas 9H30, a escola abre o seu novo ano letivo, no salão da Igreja de São Tiago, e as inscrições encontram-se abertas.
Cristina Lima refere que “os interessados, mesmo que ainda não tenham feito a sua inscrição, podem aparecer e participar, inscrevendo-se nesse dia”. A criação da escola resulta de uma proposta que efetuada pela própria Cristina Lima que, sendo de Castelo Branco, residiu muito anos no norte do país. “As maiores dioceses, como o Porto ou Braga, têm estas escolas que formam pessoas para a parte litúrgica. Quando regressei à cidade fiz a proposta à diocese, a qual foi muito apoiada pelo então bispo D. Antonino e pelo padre Nuno Folgado”, começa por explicar.
A escola começa a ganhar alicerces e conta com o apoio do novo bispo, D. Pedro Fernandes, que é também professor dessa academia. “Criámos um corpo docente relacionado com todas as áreas. Além de D. Pedro Fernandes, a escola conta com os docentes José Carlos Oliveira (organista de São José Operário e professor no Conservatório), Nuno Folgado, Rui Lourenço e André Beato (sacerdotes), Ana Sofia Ventura (cantora lírica profissional), Cristina Brito (professora de educação musical)”, explica Cristina Lima que também ali é docente
“Aqui vive-se um pouco da carolice e boa vontade de cada um. Uns sabem muito de teologia mas têm poucos conhecimentos de música e vice-versa. A escola pretende formar pessoas que possam servir”, diz.
As aulas decorrem de 15 em 15 dias e os cursos têm a duração de três anos, sendo que todos os estudantes terão um tronco comum em ciências religiosas, diferindo as restantes disciplinas tendo em conta a área específica.
Cristina Lima que é também diretora do Conservatório Regional de Castelo Branco, sublinha a importância destas escolas para as dioceses e recorda que “músicos como Bach ou Palestrina passaram por estas escolas”.
Deste trabalho resultou ainda a criação do Coro Diocesano, que teve a sua estreia na ordenação de D. Pedro Fernandes como bispo da Diocese de Portalegre e Castelo Branco, com cerca de 120 elementos. “Grande parte dos alunos da escola pertencem ao coro, mas também há quem participe e não pertença à escola”, explica aquela responsável, que sublinha a importância destas duas estruturas, bem como dos coros existentes nas paróquias da Sé, São José Operário e Nossa Senhora de Fátima.