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Narciso: "O futebol de praia é um desporto apaixonante"

Artur Jorge - 26/04/2016 - 9:21

Mário Narciso, Tiago Reis e Luís Bilro explicaram à comunidade estudante albicastrense a especificidade do futebol de praia. Palavras de campeões do Mundo.

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Mário Narciso é o selecionador nacional de futebol de praia

"Mobilidade, agilidade e remate à baliza", é assim que o selecionador nacional de futebol de praia caracteriza a sua modalidade. Mário Narciso esteve em Castelo Branco no final da última semana, onde participou, juntamente com os outros membros da equipa técnica (Tiago Reis e Luís Bilro) numa formação subordinada ao tema "Introdução ao Futebol de Praia".

"É uma modalidade apelativa, criada no Brasil. Nos primeiros tempos não havia jogadores específicos de futebol de praia. Mas este desporto ganhou muito impacto com a presença de antigos nomes do futebol, como Cantona, Michel, Salinas, Júnior, Zico ou Romário. Atualmente pratica-se em 170 países", introduziu Narciso.

O técnico campeão do Mundo em 2015, antigo jogador profissional de futebol (em 1983/84 representou o BC Branco) rapidamente se converteu à dinâmica e espetacularidade da modalidade. Hoje, até pelas suas funções, é um estudioso do futebol de praia. Princípio básico em termos táticos: "Não pode estar qualquer opositor livre em campo. Faz-se golo de qualquer lado. Quem não tem a bola tem de marcar. Os sistemas táticos entram em jogo quando estamos na posse da bola", e neste particular o combinado luso utiliza preferencialmente o 1 (GR).3.1 ou e 1.2.2.

O treino do futebol de praia "está em constante evolução, há sempre coisas novas", expôs na palestra o professor Tiago Reis. Há três anos não havia jogadores profissionais, "vinham do futebol e do futsal", mas hoje o cenário alterou-se consideravelmente. "Cada vez iremos ver menos jogadores de outras modalidades no futebol de praia. Há equipas e atletas individualmente que se preparam praticamente durante todo o ano", acrescentou o treinador, que elogiou a "coragem e o atrevimento" de André Caetano e Simão Alves, alunos da Escola Amato Lusitano, pela iniciativa de promoção da modalidade. "Uma modalidade apaixonante", advogou.

Luís Bilro é outro antigo profissional de futebol que se rendeu à variante da areia. O antigo capitão da União de Leiria nos bons tempos da divisão maior, ainda jogou futebol de praia e hoje é responsável na equipa técnica de Mário Narciso pelo treino específico dos guarda-redes.

"Já deixou de ser uma modalidade lúdica. Para se alcançarem títulos e o primeiro lugar do ranking mundial, como Portugal alcançou, é necessário grande profissionalismo e exigência". Bilro falou da especificidade do jogo e do papel fulcral do guarda-redes: "os movimentos no futebol de praia não são anárquicos. Obedecem a muito trabalho. É o guarda-redes que inicia a ação, tem poder de decisão", frisou.

A jornada contou com um momento prático no campo de areia da piscina-praia de Castelo Branco. Trinta jovens tiveram oportunidade de vivenciar uma sessão de treino com os técnicos da FPF.

"Pretendemos que a ação fosse informativa, mas que constituísse também um incentivo ao desenvolvimento deste desporto nas nossas praias fluviais", disseram os dois alunos da Amato Lusitano, cuja iniciativa estava integrada na prova de aptidão funcional. Foi orientada pela professora Paula Espírito Santo e enquadrada pela Associação de Futebol de Castelo Branco.

 

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