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Leitores: Os Cuidados e Serviços ao Domicílio. O futuro próximo

Bruno Trindade, Ricardo  Pocinho e Domingos Santos - 13/12/2018 - 9:56

Com o avanço da idade o ser humano ganha, regra geral, em sabedoria, experiência e em maturidade. Inevitavelmente, surgem também os mais diversos sinais de envelhecimento.

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Com o avanço da idade o ser humano ganha, regra geral, em sabedoria, experiência e em maturidade. Inevitavelmente, surgem também os mais diversos sinais de envelhecimento. 
A mentalização para as transformações físicas, psíquicas e comportamentais, o saber lidar de forma equilibrada com as necessidades e limitações requer uma atitude proativa na promoção da qualidade de vida e do bem-estar. Aceitar este quadro de transformações e limitações não é, contudo, fácil.
As transformações ao nível físico, psicológico e social alteram a maneira como o idoso interage, convive e socializa. Frequentemente, o idoso carrega consigo a preocupação íntima em constituir um peso para a família. Nesta fase de vida, muitas famílias ainda não estão preparadas nem mentalizadas para assumir a responsabilidade de cuidar do idoso, com o que tudo isso implica, de reorganização do quotidiano, de assunção de novos desafios que ajudem a minimizar as limitações. 
Normalmente, o idoso vai apresentando pequenas limitações para realizar as atividades diárias, como utilizar meios de transporte, cuidar do próprio dinheiro, fazer compras gerir a medicação, debilidades que são, muitas vezes, tanto físicas como mentais.
Contudo, por diversas circunstâncias, como a insuficiências de respostas sociais tradicionais adequadas, a crescente complexidade das dinâmicas de trabalho e, não menos importante, pela manifestação própria de vontade, o futuro da 3ª idade aponta para uma crescente continuidade do idoso na sua própria habitação. Essa alternativa, de não se sentir dependentes dos filhos, e não os sobrecarregar, com a realização de tarefas diárias, abre um novo campo de oportunidades. 
No quadro deste desafio social alargado, é muito importante que as instituições adotem uma nova postura e dinâmica no apoio domiciliário, com mais acompanhamento individual, mais competências, mais interação, mais socialização, mais momentos de lazer, mais apoio individual ao nível de apoio técnico (serviço de enfermagem, fisioterapia, animação e fisioterapia), sendo um fator essencial na prestação do serviço mais acompanhamento individualizado e técnico. Em suma, uma resposta de maior proximidade e dotada de maior conteúdo funcional.
Este tipo de dinâmicas das instituições de apoio a 3ª idade poderá permitir aumentar a diversidade de serviços e fomentar mais momentos de socialização, melhorar a autoestima e a qualidade de vida dos idosos. O apoio às tarefas da rotina diária, bem doseado, pode permitir ajudar, por exemplo, nas atividades de lazer, no acompanhamento a consultas médicas, nos cuidados de alimentação, administração de medicamentos e de higiene, retirando, assim, uma eventual sobrecarga da família.
É necessário criar uma dinâmica de maior abertura e colaboração da sociedade aos idosos. É importante retirá-los de um excessivo isolamento que, não raramente, conduz a dolorosos processos de solidão, abrindo e oferecendo um maior leque de atividades de realização pessoal, nomeadamente de índole socia e cultural.
No fundo, Portugal precisa, urgentemente, de ponderar os ajustamentos e as estratégias que devem ser promovidos nos serviços e recursos humanos da esfera social considerando o aumento expetável do número de idosos e da esperança média de vida, bem como a alteração do perfil da população idosa, designadamente no que respeita aos seus perfis educativos.
 

COMENTÁRIOS

Idaliolealgm
à muito tempo atrás
Também estou convencido que a maior parte dos idosos gostariam de permanecer nas suas casas e aí acabarem os seus dias, junto da família e dos amigos. Para tal, as nossas instituições devem operacionar e desenvolver a valência de Apoio ao Domicilio, mas com todos os 6 serviços bem humanamente prestados. Efectivamente há hoje, como sempre houve, vontades políticas para atingir o objectivo de proporcionar aos mais idosos, princialmente aos mais carenciados, um envelhecimento activo e...DIGNO.