Este site utiliza cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Saiba mais

Leitores: Repensar as estratégias das instituições sociais

Bruno Trindade - 18/06/2020 - 9:46

A proibição de visitas nas instituições Residências Sénior/Lares tem que ser repensada.

Partilhar:

A proibição de visitas nas instituições Residências Sénior/Lares tem que ser repensada. Não se pode deixar que o processo de visitas seja inibidor da relação entre idosos, famílias e mundo exterior, ocasionando graves repercussões. Temos de “deixar viver” os nossos idosos, para não corrermos o risco de eles se “esquecerem” de viver.
Não podemos deixar que os idosos deixem de viver as suas relações de proximidade, pois a sua formação como ser Humano foi construída de interação e socialização. Temos, sim, que garantir a sua segurança, adotando medidas de prevenção, para que eles não abdiquem dos poucos elementos de felicidade, carinho e proximidade que podem desfrutar e que são essenciais para o seu equilíbrio emocional.
Este é um caminho que tem que ser refletido, faltando estratégias ou alternativas, para não comprometer a segurança dos idosos e dos recursos humanos das instituições.
Nesta fase, o setor da terceira idade passou por um processo de exposição pública, evidenciando fragilidades, nomeadamente a nível da sua organização e dos poucos recursos humanos disponíveis. As suas estruturas diretivas deparam-se novos desafios ao nível da exigência. A resposta organizativa requer mais conhecimentos, novas diligências para uma maior valorização social de um sector cada vez mais importante numa sociedade envelhecida.
Cabe às instituições agilizarem-se para criar estratégias, formas de prevenção e metodologias, definindo as diretrizes e planos a aplicar, de forma a garantirem a segurança dos idosos e dos visitantes, assim como o bem-estar dos seus utentes.
Acautelando sempre a proteção de todos os intervenientes, as visitas diárias podem ser limitadas, as salas ou espaços de visita adaptados para uma interação segura, aproveitando os jardins, os espaços “públicos” das entradas ou zonas laterais, com condições agradáveis para as visitas, possibilitando uma socialização segura com as famílias.
Inquestionável é a dedicação dos profissionais destas instituições, que, colocando a sua saúde em perigo e privando-se da companhia dos seus familiares, fazem turnos exigentes, quer pelo horário quer pela responsabilidade, para garantir o bem-estar dos utentes com a normalidade possível. 
Certamente que os familiares agradecem, mas para quando o “aplauso” da sociedade?
Bem-haja pelo Profissionalismo, Dedicação e Empenho!
[email protected]

COMENTÁRIOS