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Sophia: Parque solar regressa a consulta pública

José Furtado - 08/10/2026 - 10:06

A consulta pública projeto reformulado abriu esta quinta-feira e irá decorrer até 21 de outubro.

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Imagem DR

 

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) abriu o processo de consulta pública da reformulação do projeto do Parque Solar Sophia, que tinha sido submetido pela empresa promotora no dia 2 de outubro.

A consulta pública irá decorrer até 21 de outubro e está disponível no portal Participa.

A primeira consulta pública foi a mais participada de sempre, com 12 700 opiniões, e resultou na rejeição quase unânime do projeto apresentado e do chumbo da APA, que levou a Lightsource BP a reformular o projeto.

A reformulação que está agora em consulta pública prevê a redução em 35 por cento da área ocupada pelos painéis e a eliminação de uma das linhas de muito alta tensão projetadas.

O projeto inicial da Lightsource BP previa a ocupação de 395 hectares, ficando com esta proposta nos 258 hectares.

Todos os painéis previstos para o concelho do Fundão foram retirados do projeto e há também uma redução da mancha prevista para os concelhos de Idanha-a-Nova e Penamacor.

No concelho de Penamacor há um corte de 25 por cento na área ocupada pelos painéis e em Idanha-a-Nova totaliza menos nove por cento, com reduções semelhantes na potência instalada.

A empresa informou em comunicado da abertura da consulta pública e diz que esta fase “permite conhecer a proposta e apresentar contributos no âmbito do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental, comprometendo-se “a disponibilizar voluntariamente toda a documentação do projeto em formato digital e impresso, para facilitar o acesso à informação e apoiar uma participação informada na consulta pública”.

Diz que essa documentação pode ser encontrada na página de internet do Parque Solar Sophia, em www.parquesolarsophia.pt, comprometendo-se a entregar às câmaras municipais e juntas de freguesia das áreas abrangidas as versões em papel.

“Queremos garantir que todos possam conhecer melhor o projeto e acompanhar o processo de forma informada”, afirma Miguel Lobo, o diretor-geral da Lightsource BP Portugal, que nas sessões públicas realizadas nos concelhos de Penamacor, Idanha-a-Nova e Fundão ouviu críticas relacionadas com o acesso aos documentos.

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