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Os promotores da Central Solar Fotovoltaica de Sophia tornaram úblico esta terça-feira que vão avançar com a reformulação do projeto e que pretendem envolver no processo as comunidades locais dos concelhos de Idanha-a-Nova, Penamacor e Fundão.
A garantia foi deixada pela empresa Lightsource BP, segundo a qual o projeto será reformulado no âmbito do desenvolvimento do processo de avaliação de impacte ambiental.
“Para este efeito, a Lightsource BP estabeleceu canais de diálogo que já se encontram em funcionamento com os municípios, juntas de freguesia, comunidades locais e outras entidades públicas e privadas relevantes, de forma voluntária e aberta, com o objetivo de integrar contributos sociais, técnicos e institucionais na melhoria e otimização do projeto”, escreve em comunicado, onde acrescenta que este processo decorrerá ao longo dos próximos meses.
Os promotores reafirmam que o projeto “tem seguido um processo de desenvolvimento transparente e rigoroso, com estudos ambientais aprofundados desde 2021”.
O projeto Sophia gerou uma onda de contestação inédita no distrito de Castelo Branco, com a oposição declarada dos municípios abrangidos, da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, de partidos, ambientalistas e da sociedade civil, que se organizou em protestos em vários pontos da região.
A consulta pública ao projeto, que decorreu entre 10 de outubro e 20 de novembro do ano passado, foi a mais participa de sempre em Portugal, com quase 12 700 contributos. A Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional marcou para 31 de janeiro uma manifestação nacional em Lisboa contra esta e outras centrais solares.
O aumento da temperatura, a agressão aos solos e linhas de água, o abate de árvores e desaparecimento de espécies, tudo pesa no outro prato da balança.
Consulta pública da central solar terminou com número recorde de opiniões. Comunidade da Beira Baixa, Naturtejo e PCP juntam-se aos opositores. Empresa reafirma salvaguarda ambiental.