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Beira Baixa: PT281+ começa em Penamacor e termina em Castelo Branco

Artur Jorge - 18/07/2017 - 12:13

De ano para ano (esta é a terceira edição), a PT281+ aumenta o número de nacionalidades e cria interesse à escala mundial

Prova começa dia 27 em Penamacor. Pela frente os ultramaratonistas terão 281 km em autonomia

O primeiro ultramaratonista a “conquistar” o castelo de Castelo Branco no dia 27 de julho, depois de percorridos 281 km pelo território da Beira Baixa, terá andado em autonomia (só guiado por sistema de GPS) a uma média de 7 km por hora. Foi dentro desta exigência, com temperatura diárias na ordem dos 40 graus e noite ao luar e em solidão, que João Oliveira cumpriu em 2016 o PT281 Beira Baixa Portugal.

Esta marca de “maraturismo” criada pela Horizontes, Turismo Desportivo, empresa de Proença-a-Nova que de há duas décadas a esta parte intervém nesta área, é inspirada em duas das provas mais duras do mundo, como a estadunidense Badwater e a brasileira BR135+.

Começa no dia 27 em Penamacor, reavivando raízes templárias, e terminará até 66 horas depois (limite definido para o último a chegar) no ponto mais alto de Castelo Branco. É um desafio para duros, para atletas de longas distâncias altamente preparados, e que transporta para os quatro cantos do Mundo a imagem da Beira Baixa, face à possibilidade de acompanhamento em tempo real da evolução dos participantes.

A PT281+ Beira Baixa Portugal foi apresentada no final da última semana na sede da Comunidade Intermunicipal (CIMBB), com a presença de autarcas de concelhos por onde meia centena de ultramaratonistas vão andar. António Luís Beites, presidente da Câmara de Penamacor, não tem dúvidas que este é “um veículo privilegiado de divulgação do nosso território”. A CIMBB é o principal sponsor deste evento pensado por Paulo Alexandre Garcia, rosto da Horizontes que de há largo tempo dinamiza a região com provas de ligação umbilical à natureza.

“Um evento como a PT281+ Beira Baixa Portugal não se esgota no conceito desportivo. É redutor pensar assim. Estamos perante um conceito de ‘maraturismo’: corre-se, come-se, bebe-se, usufrui-se dos locais, da cultura e do relacionamento com as pessoas. Quase 40 por cento dos participantes são estrangeiros e passam a ser embaixadores da marca Beira Baixa nos pontos do Mundo”, especifica aquele responsável.

Costumes, tradições, gastronomia, gentes. Tudo isto é valorizado pelos participantes. Não sendo este conceito comercial ao nível da massificação, face à exigência física e psicológica da propostas, Paulo Alexandre Garcia não tem dúvidas que projeta o território para uma esfera ultra continental.

De ano para ano (esta é a terceira edição), a PT281+ aumenta o número de nacionalidades e cria interesse à escala mundial: “Lidamos com público de aproximadamente 2 mil espetadores através de diretos nos dias do evento e do acompanhamento em termos real”, reforça o promotor.

PIONEIRA. Esta é a primeira ultramaratona na Europa a utilizar o GPS como equipamento único de navegação e a primeira em Portugal “a usar um sistema de rastreamento dos participantes em tempo real”. A introdução destas tecnologias, advogou Paulo Alexandre Garcia na apresentação oficial, “possibilitou uma enorme visibilidade em todo o mundo”.

A edição deste ano classifica com 6 pontos para o UTMB (Ultra Trail Mont Blanc) e contabiliza para o ranking da Associação Internacional de Trail Running (ITRA).

O para-atleta ultramaratonista Vladimiir Virgílio, invisual, estabelecerá na Beira Baixa um recorde mundial se conseguir terminar a PT281+ num limite de 66 horas, desiderato que não logrou em 2016.

A prova vai andar nos concelhos de Penamacor, Idanha-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova, Oleiros e Castelo Branco.

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