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Saúde: Problemas mentais podem afetar qualquer um

José Furtado - 12/10/2017 - 14:00

Condições de vida e stresse podem levar a transtornos. Especialista da ULSCB fala na importância de procurar ajuda e não discriminar.

A equipa da ULSCB promove atividades durante esta semana. Foto José Furtado/ Reconquista

Os problemas de saúde mental podem atingir qualquer pessoa em qualquer momento da vida e por isso os profissionais consideram ser importante que não haja exclusão perante estas situações.

A mensagem foi deixada por Ofélia de Castro Maia no Dia Mundial da Saúde Mental, que foi assinalado no dia 10.

Em Castelo Branco a data marcou simbolicamente o início da Semana da Saúde Mental organizada pela Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB), com o tema “Destruindo Mitos, Construindo Caminhos”.

Segundo a médica psiquiatra da ULSCB “qualquer um de nós pode padecer de um transtorno mental, ser submetido a uma situação de stresse e a condições menos boas de vida”, o que requer da sociedade “que respeite, acolha e não sinta preconceito”.

No entanto os problemas de saúde mental continuam a ser um fator de exclusão, que também não facilita o trabalho dos profissionais da área.

Segundo a médica psiquiatra que trabalha no Hospital Amato Lusitano existe alguma dificuldade em ajudar também por que as pessoas só recorrem aos profissionais depois de sofrerem em silêncio.

Algumas nem isso fazem e carregam uma dor insuportável até à hora da morte, alerta.

E insiste neste ponto: “ninguém é pior por que sofre de uma doença mental e todos nós, em algum momento da vida, também podemos sofrer”

Os problemas de saúde mental podem ter várias origens, como o ambiente de crise que marcou a sociedade portuguesa nos últimos anos.

Ofélia de Castro Maia reconhece que esta aumentou a ansiedade nas pessoas mas ainda não passou tempo suficiente para que se possam avaliar as reais consequências desta crise na saúde mental.

O que se sabe para já é que as pessoas procuraram mais ajuda nesse período.

Mas é também um reflexo de um tempo em que há um acesso facilitado ao que se passa no mundo.

“O facto de termos mais informação e mais conhecimento também nos deixa vulneráveis a sofrer mais com a vida e o mundo”.

Quem vem de ambientes familiares onde há um transtorno pode também estar sujeito.

“Não quer dizer de todo que venha a padecer mas está exposto a uma condição menos saudável de vida”.

A Semana da Saúde Mental está a decorrer até sábado, dia em que Castelo Branco acolhe a Caminhada da Saúde Mental, com concentração no centro cívico e percurso até à lagoa da zona de lazer, com atividades junto à sede da Associação de Profissionais de Educação Física.

As inscrições terminam na sexta-feira, dia em que estão previstas no hospital a realização de sessões de relaxamento e musicoterapia dirigidas ao público em geral e aos profissionais da instituição.

A abertura da semana fez-se na terça-feira com uma sessão dedicada às dependências e saúde mental e um concerto do quarteto de cordas da Escola Superior de Artes Aplicadas na entrada principal do Hospital Amato Lusitano.

É neste espaço que se encontra uma exposição de pintura, com trabalhos feitos pelos utentes do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental da ULSCB.

COMENTÁRIOS

José Carvalhinho
6 Dias atrás
Orgulho nesta equipa