Primeira sessão acontece em Penamacor. Foto arquivo Reconquista
A empresa promotora do Parque Solar Sophia agendou três sessões públicas para apresentar à comunidade a versão reformulada do projeto.
A primeira destas sessões está agendada para esta segunda-feira, dia 21, em Penamacor, no Hotel Termas de São Tiago, a partir das 18H00.
Na terça-feira decorrerá no mesmo horário no auditório do Centro Cultural Raiano em Idanha-a-Nova e na quarta-feira no auditório d´A Moagem, na cidade do Fundão.
As organizações que contestam o projeto anunciaram que vão protestar contra o mesmo nestas sessões.
A Quercus questiona as “boas intenções” da Lightsource BP e diz que a empresa não disponibilizou à associação “dados suficientes para confirmar a veracidade dos dados divulgados, à exceção da salvaguardada da Rede Natura 2000 e das áreas protegidas”.
A redução das áreas com painéis “não elimina a escala da ocupação – cerca de 12 km de comprimento e 2,6 Km, que continua inaceitável”.
A Quercus acusa ainda a empresa de querer “manipular a opinião pública” ao convidar o apresentador Jorge Gabriel para moderar estas sessões e ao associar o nome do projeto à poetisa Sophia de Mello Breyner.
Outras organizações estão também a convocar as pessoas para manifestações à porta das sessões, apelando ainda à participação nos trabalhos.
Os promotores do projeto solar Sophia reduziram em 35 por cento a área ocupada pelos painéis e o número de linhas de muito alta tensão de duas para uma, na proposta de reformulação do projeto que irá ser apresentada no início de outubro para ser avaliada num novo período de consulta pública.
O projeto inicial da Lightsource BP previa a ocupação de 395 hectares, ficando com esta proposta nos 258 hectares. Segundo o resumo a que o Reconquista teve acesso todos os painéis previstos para o concelho do Fundão foram retirados do projeto e há também uma redução da mancha prevista para os concelhos de Idanha-a-Nova e Penamacor. No concelho de Penamacor há um corte de 25 por cento na área ocupada pelos painéis e em Idanha-a-Nova totaliza menos nove por cento, com reduções semelhantes na potência instalada. Neste novo desenho Penamacor ficará com 129 hectares de painéis e Idanha-a-Nova com 123 hectares, sendo que os restantes cinco hectares dizem respeito a uma área ocupada por outras infraestruturas.
A empresa avança ainda com um pacote de cerca de 20 milhões de euros em contrapartidas repartidos por uma dezena de iniciativas, onde se incluem o fornecimento de energia a preços mais baixos, reabilitação de habitações, apoios aos bombeiros, bolsas de formação e emprego, promoção do turismo e até o pastoreio planeado de para mais de duas mil cabeças de gado na área do parque solar.
Ambientalistas temem que nova consulta pública fique à margem da opinião pública.
Iniciativa irá avançar independentemente da concretização do Sophia, dizem os promotores.
Empresa promotora do parque solar de Sophia avança com corte de um terço no projeto. Central da Beira fica sem efeito tal como foi apresentada.